domingo, 7 de fevereiro de 2010

a dois

insigths sobre a vida a dois..

1. sem concessões não há nem começo;
2. aprendizado. eterno.
3. redefinição de limites;
4. o domingo pode ser bom. e muito;
5. planos;
6. diferenças não são trágicas;
7. recuar para avançar;
8. divisão. de tarefas, de planos, de problemas, de soluções, de viagens, de paixão..
9. dormir junto: ótimo;
10. acordar junto: sensacional;
11. transformar a rotina em algo fantástico;

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

agora eu sei

este seria apenas mais um post bissextamente em meu blog, fruto de uma insonia clássica, e de calor irritante em bsb, não fosse por um detalhe: há algo diferente em meu dedo [não sei o nome ao certo] da mão direita. um anel. uma aliança, para ser mais preciso, mais exato. o que aconteceu? em quee momento de minha história pessoal dei chance à união estável? posso creditar a mudança holística à mudança de volta a Bsb. na verdade, tudo cambiou: mudei de cidade, de situação empregatícia, de status marital, de humor, de perspectiva.. só não estou jogando tenis, mas de resto, tudo novo.e aí reside o mote do post: mudanças são sempre mudanças: processos complicados, por vezes dolorosos, mas sempre excelentes oportunidades. afinal, um novo paradigma só emerge na krisis.. sempre me lembro disso da aulas de IMCS.

voltando à vaca fria, a parte que me compete nessa gleba literária refere-se à mudança de meu status marital. apostar, finalmente, em uma relação mais madura, mais séria, por acreditar que finalmente encontrei uma mulher em quem acreditio valer a pena apostar. ainda não sei se acredito em alma gemea mas encontrei, sim, uma companheira. a companheira que imaginava e desconfiava existir. a mulher que nunca pensei em conceituar assim, mas que idealizei conscientemente e cuja existencia meu inconsciente negou veementemente nos últimos anos. mas que aceito hoje sem maiores problemas. pontuo, finalmente, o final de minha adolecencia.

à minha mulher, carolina, dedico a segunda e melhor parte da minha vida. que essa fase tenha, realmente, começado hoje sem data para acabar.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

esperando por mim [renato russo]

Acho que você não percebeu
Que o meu sorriso era sincero
Sou tão cínico às vezes

O tempo todo
Estou tentando me defender
Digam o que disserem
O mal do século é a solidão
Cada um de nós imerso em sua própria
arrogância
Esperando por um pouco de afeição
Hoje não estava nada bem
Mas a tempestade me distrai
Gosto dos pingos de chuva
Dos relâmpagos e dos trovões
Hoje à tarde foi um dia bom
Saí prá caminhar com meu pai
Conversamos sobre coisas da vida
E tivemos um momento de paz
É de noite que tudo faz sentido
No silêncio eu não ouço meus gritos
E o que disserem
Meu pai sempre esteve esperando por mim
E o que disserem
Minha mãe sempre esteve esperando por mim
E o que disserem
Meus verdadeiros amigos sempre esperaram por mim
E o que disserem

Agora meu filho espera por mim
Estamos vivendo
E o que disserem os nossos dias serão para sempre.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

2010

meu retorno a Bsb teve um efeito combinado peculiar, esquisito mesmo. por um lado, sinto-me preocupado com a falta de emprego, ainda que momentânea, com o fato de que tenho de me reacostumar com uma cidade que considero estranha - para usar termo cristão. por outro, embarquei definitivamente na fase adulta, bancando escolhas adultas, consequências maduras - e que podem afetar outras pessoas, e mais um capítulo de minha jornada pessoal. assumi um amor - e suas agregadas, convenci-me de que o tempo passou e isso não é, necesariamente, ruim. abri meu coração. relaxei. e aconteceu: descobri reciprocidade, cumplicidade e amizade num relação recheada de tesão e amadurecimento. vivas. o medo do futuro perdeu para a delícia do presente. e começou 2010. pelo menos para mim.

sábado, 19 de dezembro de 2009

society

[eddie vedder]

Oh, it's a mystery to me
We have a greed with which we have agreed
And you think you have to want more than you need
Until you have it all you won't be free

Society, you're a crazy breed
Hope you're not lonely without me...

When you want more than you have
You think you need...
And when you think more than you want
Your thoughts begin to bleed
I think I need to find a bigger place
Because when you have more than you think
You need more space

Society, you're a crazy breed
Hope you're not lonely without me...
Society, crazy indeed
Hope you're not lonely without me...

There's those thinking, more is less, less is more
But if less is more, how you keeping score?
Means for every point you make, your level drops
Kinda like you're starting from the top
You can't do that...

Society, you're a crazy breed
Hope you're not lonely without me...
Society, crazy indeed
Hope you're not lonely without me...

Society, have mercy on me
Hope you're not angry if I disagree...
Society, crazy indeed
Hope you're not lonely without me...

sábado, 28 de novembro de 2009

o momento em que a mão esbarra no corpo ao lado.. [ou, ode aos dois meses]

a transição de um rolo, de uma "ficada", para um namoro deixou de ser mistério para mim há tempos. seja pela simples vivência da situação, ou pela chegada de uma fase mais madura, com percepções mais complexas. entretanto, sempre refleti sobre o que pontua a mudança, numa relação, da paixão, para o amor romântico. em que momento as preocupações deixam de rondar o sábado e passam a mirar o médio prazo, o futuro; em síntese, em que momento a relação começa a ficar séria. começo a ter algumas interessantes pistas..

para começar, não se ajustam problemas de um relacionamento pelo simples "girar" de um botão de controle, apenas para renomear o arranjo, para planejar um filho, uma viagem, ou mesmo o casamento. mudanças estruturais tão significativas só podem ser benéficas se corresponderem à evolução natural de uma combinação saudável de sentimentos: confiança, tesão, cumplicidade, admiração. daí, brotará a vontade de planejar coisas comuns, de compartilhar. tal combinação deve, inclusive, servir à resolução madura e pacífica de conflitos, com base em entendimento, em diálogo. dito isso, parece óbvio o grau de complexidade que envolve o amadurecimento ou, em linguagem onusiana, a "gradação" de um relacionamento. mas pode não ser bem assim.

difícil não apelar para subjetividades na construção de quaquer raciocínio sobre relacionamentos. vivo hoje a quintessência da descoberta, da entrega, da aceitação de algo sublime, sensacional. por isso as linhas que esboço agora são o reflexo dessa fase. escrevo de forma parcial sobre o que nunca compreendi muito bem, mas sobre o quê falo hoje com propriedade. simplesmente não consigo teorizar nesse quesito, pois comigo aconteceu da forma mais inesperada e não planejada possível: a partir de um blind date descompromissado. era para ser só um encontro com a amiga do meu amigo, mas algo saiu "errado".. fato é que em dois meses, eu e a moça passamos de "pessoas que se pegariam" a cúmplices numa deliciosa e curtida jornada romântica. se eu desenhasse as linhas mestras de minha vida, não conseguiria traços tão bons nesse campo.

mas voltando à vaca fria: passamos, acredito eu, precocemente e sem grandes traumas, da paixão - preservada e potencializada junto com o amor, para a fase mais madura da relação, de compromissos, planos, médio prazo e certezas. meus algozes por anos transfomaram-se em parceiros de uma brincadeira séria e deliciosa. e tal brincadeira "ajustou" algumas coisas, peças fora do lugar em minha vidinha. por exemplo, eu nunca soube dividir a cama. nunca. sempre me foi tarefa árdua dormir com outra pessoa. desde o aspecto físico - sou insone crônico e outra pessoa quer dizer outros barulhos, outras "mexidas", outros arranjos noturnos.. ao aspecto sentimental - intimidade para mim sempre foi um problema. pois bem, muros foram minados, problemas naturalmente resolvidos e cá estou, pronto para começar uma longa estrada para fazer a relação da minha vida dar certo. e em que ponto exato o "milagre" teria contecido? difícil, mas acho que foi exatamente quando as esbarradas noturnas involuntárias deixaram de ser problema e se transformaram em prazer, delícia curtida a dois, aguardada..

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

faraway so close

pretty in pink – psychedelic furs

caroline laughs and it's raining all day
she loves to be one of the girls
she lives in the place in the side of our lives
where nothing is ever put straight
she turns her self round and
she smiles and she says
this is it
that's the end of the joke

and loses herself in her dreaming and sleep
and her lovers walk through in their coats
pretty in pink isn't she
pretty in pink
isn't she

all of her lovers all talk of her notes
and the flowers that they never sent
and wasn't she easy
and isn't she pretty in pink
the one who insists he was first in the line
is the last to remember her name
he's walking around in this dress that she wore
she is gone but the joke's the same
pretty in pink isn't she
pretty in pink
isn't she

caroline talks to you softly sometimes
she says "i love you" and "too much"
she doesn't have anything you want to steal
well nothing you can touch
she waves
she buttons your shirt
the traffic is waiting outside
she hands you this coat
she gives you her clothes
these cars collide
pretty in pink isn't she
pretty in pink
isn't she

*caroline's on the table screaming
confidence is in the sea
and all their favorite rags are worn
and other kinds of uniform
they kid you you're really free
and you know what you want to be
case of individuality
until tomorrow
and everything you are you'll see
in pure shiny buttons
they put you in this gear
and driveways broken
doorbell sings in chimes
it plays anything goes
bells toll in rhyme